terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um... Dois... Três...


Era... fui... Não sou mais...
Tão rápido quanto seus olhos no papel
Um... Dez... Cem... Sem nada
Passou, voou, sumiu, caiu quando o chão se abriu
Ai você me pergunta, “o que?”
-“O que?” o que?
Ta doida... Piro, quando você saiu caiu no chão e se esborracho
Agora só te cabe jogar fora o que sobrou
Ou vai dizer que ainda vai querer
Se for ficar bota longe que vai fede
Agora vai... Sai... Cai na escada e não volta mais
Que eu vou me procurar
E não paro enquanto não encontrar             
Já cansei de ficar me perdendo a todo instante
Vou pegar uma corrente e me prender na estante
Pra ver se não me perco mais.
Perdi as contas de quantas vezes meu mim se perdeu
Ate perece que o mim não gosta mais de eu
Correu... Morreu... Fedeu... E ninguém me avisou
Viram morrendo e nem entregaram o que sobrou
Trairagem
Mais pode deixar que vai ter outra passagem
Espera o inverno, e aproveita a primavera
Espera voltar a ser o que era. E o que era?
O que era eu era?  Fui?  Não sou mais?        

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