Teu corpo líquido ardente
Enlaça o meu feito um demente
No prazer dos beijos teus
Branca nevoa de primavera
D’aurora corre e desespera
No horizonte me esqueceu
Ai de mim, pobre amante
Branco frio delirante
Fico agora a esperar
O dia em que a nevoa d’aurora
Que há tempos a levou embora
A meu quarto retornar
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