terça-feira, 2 de novembro de 2010

Inevitável

Andando em uma estrada as cegas
Correndo a mais de mil por hora
Mais não posso diminuir sem bater nas pregas
Não tem mais como voltar ou parar agora

Como um garoto se afogando num lago
O único movimento das calmas águas é seu debater
Lutando contra sua incapacidade de ficar parado
Mesmo sabendo que seus pais estão longe de mais para ver

E agora, estou perdido Na minha vida real
Não posso saber como sou nem mentir afinal
Não posso destruir o que não posso tocar

Então não tente fugir nem esconder-me de tudo
Não desejo silencio nem carinho no luto
Não desejo piedade de quem quero amar

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