Tudo começa com uma mulher
Sempre com uma bela “dama da noite”
Que diz baixo aos ouvidos de todo homem
A ponta da lamina que há em sua foice
Seus dedos cheios de doces carinhos
Que afagam a alma do bruto homem
Sua pele que desliza e se une
E depois de unida nela se some
Seu nome, não havia perguntado antes
Depois sumiu antes que pudesse agradecer
O que me dera naquela mesa de bordel
Era bem mais do podia oferecer
Não penseis vós que é carnal o que vivi
Pois foi fogo a paixão que me ofertou
Dera minh’alma há muito perdida
Minha história que o vento arrancou
Quando fui devolver o que me havia roubado
Ela dançava, seu corpo era fogo e paixão
Sua alma era silencio e divindade
Refletia-se em meus olhos sua solidão
Mais quando a vi com outro a dança
Meu suor frio correu em minhas mãos
O grito que não dei em minha mente ardia
Podia soltar ali um mar de fogo em explosão
Mais fui do pó ao pó do meu quarto arruinado
Como poderia ela saber o que por ela senti
O que imaginei ao tê-la bem pouco ao meu lado
O que guardei de amor quando a vi
Não me julguem amigos quando digo aqui
Que escondi minha dor no sentido silencio
Pois fiz oração do copo, igreja do bar
Fiz missa das noites e deus meu lamento
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