Ele era um menino como qualquer outro que se via
Escalava arvore pra ver a ave que avuava e na alvorada sumia
Ate que uma noite vendo a lua e as estrelas em festa
Viu uma fujona estrela cair dentre a relva da floresta
Não pensou duas vezes ate correr na direção do clarão
Mais antes de chegar à sombra guiou sua imaginação
E o anseio do mal que podia surgir fechou a luz de seu olho
E depois de atada a sombra interna lhe impediu de ver seu tesouro
Mais quando o aroma da floresta ampliou seu tom
E mais macia se fez a terra úmida e marrom
Criou coragem pra deixar entrar a luz que surgiu
E com seu olho aberto junto um sorriso se abriu
O que via não era coisa desse mundo não
Era a mais bela criatura que já se teve visão
Ela brilhava e voava e cantava em meigo tom
Seus pelos brancos cheiravam a chocolate e bombom
Apaixonou-se pela chama branca que do infinito caiu
E declarando-se alegremente da floresta surgiu
Mas a branca estrela vendo-o sair das sombras se espantou
E como num raio tão rápido quanto veio pro céu se mandou
E o salto da luz partindo partiu também seu coração
Deixou apenas cinzas no lugar do mato do chão
E o menino sentou-se e passou a olhar a imensidão
Sonhando, chorando e estendendo ao céu sua mão
Nunca mais a terra a estrela resolveu vir
E depois de algum tempo viu-se do céu a estrela sumir
O menino? Plantou-se nas cinzas que a estrela deixou
Tornou-se arvore e de seu galho flores brancas brotou
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